Aki passaram...

01/12/08

Pegada Ecológica em Portugal

Em 1996 era de 5,1 ha/habitante. A biocapacidade do território nacional era de apenas 2,1 ha/hab, pelo que existia um déficit ecológico de 3,6 ha/hab. Isto também significava que se todos os habitantes da Terra fossem como os portugueses, a humanidade precisaria de quase 3 planetas para manter o seu nível de consumo e de produção de resíduos.

Em 2001 era de 4,5 ha/habitante, duas vezes e meia acima da capacidade média aceitável para o planeta (1,8 hectares por pessoa).

Pegada ecológica I

Neste momento estamos a usar energia a uma taxa superior à sua capacidade de reposição. Para isso recorremos ao "capital natural" acumulado ao longo de milhões de anos, exaurindo-o. Para que a sociedade seja sustentável, a Pegada Ecológica terá de ser inferior à capacidade de carga (ou biocapacidade) do planeta ou região.


Em 2005, os Estados Unidos e a China eram os países com maior pegada ecológica, cada um usando 21 por cento da biocapacidade do planeta. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pessoa precisa de 9,4 hectares, em média. Os Emirados Árabes Unidos é o país com a maior pegada ecológica per capita, com 9,5 hectares; a média na União Europeia é de 4,7 hectares. Estima-se que a humanidade tem uma pegada ecológica de cerca de 17,5 mil milhões de hectares globais, correspondendo a cerca de 2,1 hectares por pessoa, na prática, mais 31% do que a capacidade do planeta para reproduzir recursos naturais. Em termos simples, o planeta está a demorar cerca de 1 ano e 4 meses para repor aquilo que a população global consome num único ano. Por outras palavras, mantendo o consumo actual precisaremos de 1,3 planetas Terra.
Os países mais desenvolvidos têm que reduzir fortemente a sua pegada para que os subdesenvolvidos possam consumir o que lhes permita alcançar uma qualidade de vida básica. Há países que têm apenas uma pegada média de 0,6 ha/hab.

A Pegada Ecológica permite calcular a área de terreno produtivo necessária para sustentar o nosso estilo de vida.
A Pegada Ecológica é uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir, de uma forma continuada, os bens e serviços que consumimos, e absorver ou eliminar todos os resíduos e poluentes que produzimos. Esse conceito foi criado por William Rees e Mathis Wackernagel durante a década de 1990.

O valor mundial médio da Pegada Ecológica (em 2001) era de 2,9 ha/habitante.
Nessa data, a Pegada Ecológica média mundial era 35% maior do que a capacidade de regeneração do planeta.

21/11/08

Cidades e vilas sustentáveis


(da I Conferência das Cidades e Vilas Sustentáveis)

Os participantes na Conferência de Lisboa, de 1996, aprovaram o documento intitulado "Da Carta à Acção".

Seguiu-se Conferência de Hanôver (2000).
Aalborg + 10 (2004)
Sevilha (2007)
CIVITAS - Centro de Estudos...

19/11/08

Protocolo de Quioto... E Bali?


Questões

1. Onde e quando foi adoptada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas?

2. A UE respeitou o seu compromisso referente a essa Convenção para o ano 2000, mas outros países não o fizeram. Então, o que foi decidido depois?

3. Quando é que a UE ratificou o protocolo? E Portugal?
3.1. Quando é que ele entrou em vigor?
3.1.1. Por que motivo só aconteceu nessa data?
3.2. Quando é que a Austrália o ratificou? Em que circunstâncias?

4. Em que consiste o Protocolo?
4.1. Qual é a sua meta global?
4.2. Qual é a meta para a UE?
4.3. Qual é a meta para Portugal?

4.4. Indique duas iniciativas da Conferência de Nairobi.

4.5. Qual foi o objectivo principal da Conferência de Bali?
4.5.1. Quais as posições do Canadá, Japão e EUA em relação ao objectivo dessa conferência?

4.6. Portugal tem um Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC). Que medidas se poderão tomar para reduzir as emissões em GEE?

17/11/08

Cimeira da Terra, antes e depois

Desenvolvimento sustentável e Agenda 21. Dois termos muito utilizados a partir da ECO´92 no Rio de Janeiro.

Procure os apontamentos enviados para o seu email, para responder da melhor forma às seguintes questões.

1. Da Conferência de Estocolmo resultaram algumas iniciativas.
Indique as 3 mais importantes.
1.1. O que se decidiu nessa conferência em relação à Educação Ambiental?

2. Relatório de Brundtland.
2.1. Que outro nome tem esse relatório?
2.2. Em que ano foi publicado?
2.3. Quem o elaborou e quem dirigiu o grupo de trabalho?
2.4. Por que motivo foi elaborado?
2.5. Qual foi o conceito novo que trouxe para as questões ambientais?
2.6. Quais eram as metas que o relatório definia a nível internacional?
2.7. Quais são as três vertentes do Desenvolvimento Sustentável?
2.8. Defina Desenvolvimento Sustentável (DS).

3. Passadas duas décadas sobre a aceitação da ideia de DS, a ONU apresentou um relatório sobre a evolução do Ambiente, diz que nestes 20 anos depois do relatório de Brundtland quase não houve avanços e que, no essencial se mantêm os problemas ambientais mais relevantes.
3.1. Como se chama esse novo relatório?
3.2. Indique 3 melhorias detectadas no planeta.
3.3. Indique 3 ameaças que continuam a afectar fortemente a Terra.
3.4. Como se mediu a pressão do Homem sobre o planeta?
3.5. Indique três situações actuais que manifestem a relação entre as questões ambientais e os conflitos em algumas regiões do globo.

4. Cimeira da Terra
4.1. Em que ano se realizou? E em que cidade?
4.2. Indique outras duas designações por que é conhecida.
4.3. Quais foram os 5 instrumentos políticos resultantes dessa Cimeira?
4.3.1. Quais deles são de carácter obrigatório?
4.4. Quantos princípios estão incluídos na Declaração do Rio?
4.4.1. Indique três desses princípios.
4.5. O que é a Agenda 21?
4.5.1. Em que capítulo se insere a Agenda 21 Local?




5. Agenda 21 Local
5.1. Em que cidade decorreu a 1ª Conferência Europeia das Cidades e Vilas Sustentáveis?
5.1.1. Quantos anos após a Eco´92?
5.1.2. O que se assinou nessa conferência? E que campanha foi lançada?
5.2. O que decorreu em Lisboa, em 1996?
5.2.1. O que deu início à 2ªfase da Campanha Europeia das Cidades e Vilas Sustentáveis?
5.2.2. Em que consiste essa 2ªfase?
5.3. O que é a Agenda 21 Local?
5.4. Quais são os 6 passos fundamentais do processo de implementação da Agenda 21?

05/11/08

Entrar neste ambiente



Para cada grupo iniciar a sua ligação ao "Ambientalnet" deve trabalhar duas das seguintes possibilidades:

1. Um dia temático sobre ambiente e apresentá-lo da melhor forma possível no âmbito desse projecto de sensibilização ambiental;

2. Escolher uma notícia sobre questões ambientais, comentá-la e desenvolver o tema em causa;


3. Escolher uma ONGA, apresentá-la (mesmo o contéudo do site) e divulgá-la.

29/10/08

Educação Ambiental - Evolução e História - sec XX

A turma, dividida em grupos, vai trabalhar e apresentar os seguintes temas:
1. Carta de Belgrado
2. Relatório Brundtland
3. Cimeira da Terra (e Agenda 21)
4. Cimeira da Terra (e Desenvolvimento sustentável)
5. Conferência de Quioto

Tema suplementar:
Cimeira para o Desenvolvimento Sustentável (sec. XXI)



Os grupos deverão referir:
- o local, a data e duração dos encontros, os organizadores
- a preparação a que estiveram sujeitos
- as medidas e decisões tomadas
- os efeitos/resultados dessas medidas
- o envolvimento de Portugal

Aconselha-se liberdade de pesquisa mas sempre com a cuidada selecção de informação e de linguagem. Use o ECO-FIND.

Os trabalhos de grupo serão apresentados na aula.

Trabalho a desenvolver nas próximas 3 aulas (semana e meia); Seguir-se-á a apresentação.

21/10/08

Química: primeiro teste de avaliação

Estão aqui as indicações das páginas dos manuais que interessam para o 1º módulo de Química.

Manual do 9º Ano
da p. 172 à p. 224
caderno de actividades - p. 77 à p. 90 (até ao exercício 49).


Esses conteúdos repetem-se e aprofundam-se no manual do 10ºAno:

Manual do 10ºAno
da p. 12 à p. 15
p. 32 e p.35 e exercícios 1 e 2 da p. 37
p. 38 à p. 41 e exercício 1 da p. 43
p. 100 à p. 108 (sem configurações electrónicas, mas antes distribuições electrónicas)
exercício 7 da p. 109 (distribuições e não configurações)
p. 110 à p. 114
exercícios 2, 3, 4a)b), 6, 7, 8, 10, 11, 14, 15 e 16 das p. 115 a p. 117
p. 118 à p. 120
p. 194 à p. 200 e p. 203
exercícios 2, 3, 4, 5, 6 das p. 201 e 202
exercícios 3, 4, 5 e 6 da p. 206.

Não esquecer que na reprografia se encontram os objectivos de todo o módulo 1 (e seguintes) assim como a correcção da última ficha formativa.

Vamos lá a resolver já este módulo!!!
E até se podem fazer uns jogos de química e da TP, por aqui ---» FQ-sapo

23/09/08

Adopção de elemento químico

Cada aluno deve realizar um trabalho sobre o seu elemento químico (pelo menos) na forma escrita (máximo de 10 páginas A4, letra de referência tamanho 12, Times New Roman). Deve ainda organizar informação para, no máximo de 5 minutos, o apresentar à turma.

O trabalho de investigação deve conter:
- história do elemento;
- características do elemento (número atómico, localização na Tabela Periódica, raio atómico, energia de ionização, isótopos, ...)
- propriedades da substância elementar (tipo de ligação química, ponto de fusão, ponto de ebulição, densidade, ...)
- máximo de três outras substâncias (ou família de substâncias) em que se encontra e propriedades destas;
- utilização dessas substâncias na indústria e implicações para o ambiente.



A organização do trabalho deve ter ainda conclusão, glossário e fontes de informação (bibliografia/webgrafia).

Data limite de entrega: 17 de Outubro.
Apresentação dos trabalhos à turma: 20 -24 de Outubro.

Sites aconselhados:
---- Nautilus
---- Webelements (Ing)
---- CFQmaterCR (seguir hiperligações)
----- FQ - sapo (com jogos e pesquisa na TP)

BOM TRABALHO!

19/09/08

Curso Profissional

Terminado o CEF em 2007/2008, este blogue vai apoiar, em 2008/2009, os alunos das disciplinas de Física e Química e Projectos em Ambiente do 1º Ano do Curso Profissional Técnico de Gestão do Ambiente.

17/05/08

Maratona de 7

Quase no fim dos 300 tempos (225h) da disciplina de SET - Sistemas e Estações de Tratamento, os grupos do estágio que se avizinha foram postos à prova num teste de avaliação do género "maratona"! Foi uma prova de avaliação com três componentes (individual, grupo de 2 em consulta de documentação e grupo de 2 com net + discussão).



É nesta parte final que vamos solicitar a interacção com outros alunos ou visitantes deste blogue.

Cada um dos 5 grupos foi colocado perante as mesmas 3 situações problemáticas. Num período de 30 minutos foram à procura de entendimento e da solução que poderia contribuir para um bónus na avaliação final. As 15 respostas são os 15 comentários do post anterior.

Ao lado vão ser colocados 3 inquéritos para que se vote na melhor resposta a cada situação colocada. Agradece-se o entusiasmo e colaboração.

15/05/08

Da melhor discussão... nasce a solução

Para completar o teste de avaliação sobre os parâmetros da água, propõe-se que os grupos constituídos cheguem a boas respostas para as questões que aqui se colocam.

Situação 1
A Tatiana resolveu trazer água recolhida pelo desumidificador lá de casa para poder determinar a sua dureza. Ficou admirada quando verificou que após a adição de mais de 50 mL de EDTA (dissódico) o negro de eriocrómio-T ainda não tinha mudado de cor. Afinal parecia que o método escolhido não funcionava. Explique o que sucedeu.

Situação 2
Uma aluna do 8ºAno considera que existem poucas análises feitas à água do concelho.
Indique-lhe a classificação de diversos tipos de águas (4 exemplos de classificação) e apresente alguns dos problemas mais comuns da qualidade das águas do concelho.

Situação 3
A Patrícia analisou uma água de um tanque e o Rui determinou esses mesmos parâmetros para a água de uma fonte.
Quer o teor em cloretos, quer a concentração de oxigénio dissolvido são muito diferentes. A dureza da água era semelhante, mas reduzida.
Encontre explicações para os resultados das análises efectuadas.


Cada grupo deve responder na forma de comentário a esta mensagem.
Cada melhor resposta terá um bónus de 1,0 valores na classificação do teste.

21/04/08

Polímeros

7ki - Classificação de polímeros

7ki - As proteínas são polímeros naturais

7ki - Actividade com polímeros: EPS e látex

7ki - Testes a plásticos

Azoto na água

A química do azoto compreende diversos estados de oxidação e o facto de os microorganismos poderem causar mudanças nesses estados. Os estados de oxidação predominantes do azoto nos sistemas aquáticos são -III; zero ; III e V, correspondendo respectivamente às substâncias amoníaco, azoto e anidridos de ácido nitroso e ácido nítrico.

in "static.hsw.com.br"

A presença de azoto numa água pode identificar-se por determinação do teor em nitratos, do teor em azoto amoniacal (amónia) e do valor do azoto total, correspondendo este último à soma das formas de azoto orgânico e de azoto amoniacal.

Para melhor se situar nos problemas associados à determinação de azoto numa água, pesquise e responda às questões seguintes:

1. Indique 3 transformações a que está sujeito o azoto atmosférico.
2. Os seres humanos e muitos animais não conseguem utilizar o azoto inorgânico para produzir proteínas. Como conseguem então as proteínas de que necessitam?
3. Sob que forma se encontra o azoto resultante da degradação metabólica das proteínas?
4. O amoníaco resultante da acção das bactérias sobre a ureia pode originar os iões ______ e ________.
5. Que efeitos provoca o excesso de nitratos à disposição das plantas?
6. Identifique a doença provocada nas crianças pelo elevado teor de nitratos na água.
7. Quais as principais fontes de poluição por nitratos na água?
8. A descarga de azoto amoniacal e a subsequente oxidação pode causar forte diminuição de oxigénio dissolvido na água. Indique duas situações mais favoráveis a essa ocorrência e uma medida que atenue esse problema.
9. Qual o teor em nitratos abaixo do qual a OMS considera uma água potável?
10. Quais as principais origens do azoto amoniacal na água?
10.1. Que acção deve ser concretizada no tratamento de água com elevado teor de azoto amoniacal?
11. Que nome dá ao fenómeno resultante do excesso de nutrientes nas águas?
11.1. Dos parâmetros aqui estudados, qual o melhor indicativo desse fenómeno?

17/04/08

Actividade com polímeros: EPS e látex

Látex - Borracha


EPS - Poliestireno Expandido


Síntese de poliestireno em www.videolar.com.br/
Ciclo de vida do EPS em www.acepe.pt

Para além do que é habitual, o relatório individual deverá conter:
  • uma introdução sobre o polímero da actividade (classificação, propriedades, aplicações, vantagens/desvantagens, possibilidades de reciclagem) e sobre cuidados (regras de segurança) a ter com os reagentes e materiais utilizados.
  • uma discussão sobre as observações e uma explicação científica do que sucedeu.
Data limite de entrega: 08 de Maio.
Não esquecer a indicação das fontes de informação! BOM TRABALHO!

14/04/08

Testes a plásticos

Aqui estão algumas fotos sobre a aula em que os alunos identificaram plásticos através da realização de testes físico-químicos como
  • teste da densidade (em água, em álcool isopropílico e em óleo de milho)
  • teste da chama (com fio de cromoníquel)
  • teste da acetona
  • teste do aquecimento em água

Estes testes serviram para identificar os seis tipos de plásticos conhecidos pelos códigos de identificação

1 - PET 2 - HDPE 3 - PVC 4 - LDPE 5 - PP 6 - PS

Classificação de polímeros

A produção de polímeros ocupa mais de 3/4 da indústria da Química Orgânica.

A indústria de plásticos em Portugal tem evoluído bastante. Na década de 90 a produção triplicou. Apesar de ser uma economia relativamente pequena, Portugal encontra-se entre os maiores fabricantes mundiais de moldes.

Como podemos classificar os polímeros?
  1. Quanto à síntese, há polímeros produzidos por reacções de adição e outros por reacções de condensação. Essas reacções são polimerizações (a partir de monómeros).

  2. Quanto à origem os polímeros são naturais, artificiais ou semi-sintéticos e sintéticos;

  3. Quanto ao número de monómeros que os constituem, os polímeros são homopolímeros ou copolímeros (heteropolímeros);

  4. Em relação à sua degradação, existem alguns polímeros que são biodegradáveis, outros fotodegradáveis, outros são solúveis em água, ...

  5. De acordo com o comportamento mecânico, o material polimérico pode ser:
  • Plástico - capaz de ser moldado em várias formas (filamentos, películas e outras); Os plásticos podem ser termoplásticos ou termofixos, de acordo com o efeito que o calor lhes provoca.

  • Fibra -muito fino e alongado, na forma de filamentos. Constituído sobretudo por macromoléculas lineares. Fibras: naturais, artificiais, sintéticas.

  • Elastómero - recupera rapidamente a sua forma e dimensões iniciais, após cessar a aplicação de uma tensão; O exemplo da borracha. Também há elastómeros de silicone.


Outros termos:

Resina - é uma substância amorfa ou uma mistura, de peso molecular intermédio ou alto, insolúvel em água mas solúvel em alguns solventes orgânicos e que, à temperatura ambiente, é sólida ou um líquido muito viscoso, que amolece gradualmente por aquecimento. Todas as resinas naturais são solúveis e fundíveis. Todos os polímeros sintéticos que possuem estas características também são conhecidos como resinas sintéticas.

Bioplástico - Plástico biodegradável (pode não ser obrigatoriamente biodegradável desde que tenha origem em matéria-prima renovável). Pode ser obtido a partir de origem natural ou de origem sintética...

Um universo de alto grau de conhecimento e de polímeros em construção, com muita fibra!

09/04/08

Oxidabilidade - índice de permanganato

O índice de permanganato é uma medida convencional da contaminação de uma amostra de água por matérias orgânicas e inorgânicas oxidáveis.

A oxidabilidade pode ser determinada utilizando uma solução‑padrão de permanganato de potássio em meio ácido e após 10 minutos de ebulição.

Difusão do permanganato de potássio na água

Define-se como a concentração mássica de oxigénio equivalente à quantidade de iões permanganato consumidos quando uma amostra de água é tratada pelo permanganato nas condições definidas pelo teste.
Serve para avaliar a qualidade de águas potáveis tratadas ou não tratadas e de águas superficiais. Se estiverem muito contaminadas, as amostras devem ser preparadas por diluição.

Este método deve ser utilizado para efeitos de vigilância de grande número de amostras e com pequena carga poluente (águas para consumo humano).
Mede a oxidabilidade parcial da matéria orgânica e inorgânica.
Não se recomenda a águas residuais pois não serve para determinar a carga orgânica total numa água ou a medida de carência de oxigénio, em virtude de poderem existir substâncias voláteis que se libertam antes da determinação. Para esses efeitos podem-se determinar a carência química de oxigénio, a carência bioquímica de oxigénio ou o carbono orgânico total.

O teor em sulfatos determina a necessidade de efectuar uma pré-oxidação no tratamento das águas superficiais ou subterrâneas destinadas à produção de água para consumo humano.


Pesquise e responda:

1. Refira 3 características da amostra que podem impedir a boa aplicação deste método de determinação da oxidabilidade.

2. Que cuidado especial se deve ter na preparação de amostras com índice de permanganato superior a 10 mg oxigénio / litro?

3. Em que se baseia quimicamente este método?
3.1. Que tipo de reacção química ocorre durante a titulação?
3.2. Identifique os agentes envolvidos nesse tipo de reacção.

4. Que cuidados especiais se devem ter na preparação e conservação das amostras para determinação deste índice?

08/04/08

Sulfatos na água

O ião sulfato é um dos iões mais abundantes em águas naturais.

As suas principais origens são:

  1. Origem geológica (dissolução de gessos, oxidação de pirites, erosão de granito e basalto)
  2. Inquinação por dejectos;
  3. Utilização de fertilizantes (p.e. sulfato de amónio)
  4. Infiltração de águas do mar;
  5. Chuva ácida resultante da presença de óxidos de enxofre (dos combustíveis fósseis).
  6. Tratamento de águas (p.e. com o coagulante sulfato de alumínio); No entanto, esse coagulante pode ser removido por osmose inversa ou em resinas de permuta iónica.

Problemas associados à presença de elevado teor de sulfatos na água:

  1. Formação de inscrustrações em caldeiras e em permutadores de calor;
  2. Mau cheiro em tubagens de águas residuais - pela redução a ião sulfureto e formação de hidrogenossulfureto e ácido sulfídrico)
  3. Corrosão de tubagens de águas residuais - bactérias infectam as paredes das tubagens e, na presença de oxigénio transformam ácido sulfídrico em ácido sulfúrico;

O ião sulfato determina-se, por exemplo, através do método gravimétrico baseado na formação de um precipitado de sulfato de bário (devido à adição de cloreto de bário), o qual será digerido, filtrado, lavado, calcinado e pesado. É importante controlar o pH da amostra e ter em atenção várias interferências: matéria suspensa, silicatos, sulfatos, sulfitos, metais pesados, etc. A calcinação deve ocorrer numa mufla a 800 ºC.

Pesquise, discuta em grupo e responda:

1. Em que conhecimentos químicos (princípio) se baseia o método gravimétrico utilizado na determinação de sulfatos?

2.1. Indique duas interferências que podem proporcionar resultados mais elevados.

2.2. Indique duas interferências que podem proporcionar resultados mais baixos.

3. Qual o agente de precipitação utilizado? E qual o precipitado formado?

4. Determine a solubilidade do sulfato de bário a 25ºC.

5. Por que razões se adiciona polpa de papel de filtro*, se filtra em vácuo e se coloca o precipitado na mufla?

* O papel de filtro deve ser isento de cinzas.

02/04/08

Actividades laboratoriais - Dureza da água e cloretos

Os alunos deverão preparar as actividades tendo em atenção:

- o interesse da continuidade de análise do mesmo tipo (origem) de amostra de água;

- os apontamentos da sebenta e do manual:

os materiais e os reagentes a utilizar;

os procedimentos a seguir;

as observações a anotar assim como o registo de outros dados relevantes;


- a necessidade de efectuar cálculos para preparação das soluções;

- os cuidados a ter com os reagentes e materiais;

- a existência de soluções que deverão ser padronizadas e a preparação das respectivas soluções-padrão;

- as características da água a analisar e as interferências provocadas com o método de determinação;

- as cores apresentadas pelos indicadores (1, 2) a utilizar nas titulações;

- a realização de vários ensaios para cada determinação e usar os concordantes (média...) assim como a realização de ensaios em branco;

- o conhecimento e compreensão das reacções químicas intervenientes e das expressões de cálculo utilizadas na determinação dos parâmetros a obter;

Para além do habitual, o relatório deverá ter:

  • uma introdução sobre o parâmetro a determinar e os conhecimentos de química envolvidos assim como os cuidados a ter com todos os reagentes utilizados;
  • uma discussão dos resultados obtidos;
  • os cuidados de preparação da actividade salientados neste post também deverão ser incluídos aquando da introdução e/ou da discussão.

Ainda há dúvidas sobre como se deve elaborar um relatório? Vá ao Brasil - MACKENZIE

E Que tal espreitar o blog de uma turma fantasquímica... » Dureza cálcica e dureza total da água.

/que inveja daqueles laboratórios/até cai aquela lágrima!...

Digam lá outra vez...

Aventuras no Lab5

Química e Ambiente

Uma nova forma de ensinar Química e descobrir o Ambiente.
A ciência Química e as Tecnologias do Ambiente.

Imagens verdes - "cidadeverde.com"